Enfermagem em Unidade de Terapia Intensiva
O especialista técnico em UTI presta assistência de enfermagem ao cliente crítico adulto e adolescente nos diferentes graus de complexidade e em situações de urgência e emergência, utilizando recursos tecnológicos e terapêuticos avançados, protocolos nacionais e internacionais de assistência ao cliente crítico e as melhores práticas baseadas em evidências. Esse profissional atua na recuperação e reabilitação dos processos de saúde-doença do cliente em UTIs, promovendo assistência humanizada, integral, sistematizada, segura e respeitando as necessidades humanas básicas e espirituais do cliente, da família e do responsável legal. Integra a equipe interdisciplinar e multidisciplinar da UTI e exerce suas atividades sob a supervisão do enfermeiro, participando de programas de qualidade e desempenho assistencial, visando a promover e a prevenir eventos adversos, conforme as normas nacionais e internacionais de segurança do paciente. O especialista técnico em UTI atua em unidades de terapia intensiva, semi-intensiva, em hospitais gerais ou especializados, de gestão pública, filantrópica ou privada. O especialista técnico em UTI formado pelo Senac tem como pilares de sua atuação profissional a humanização na assistência em saúde, a segurança do paciente e a postura profissional, sendo comprometido com a produção do cuidado intensivo nos diferentes contextos sociais e culturais em resposta às necessidades da pessoa, da família e da coletividade. O profissional habilitado pelo Senac tem como Marcas Formativas: domínio técnico-científico, visão crítica, colaboração e comunicação, criatividade e atitude empreendedora, autonomia digital e atitude sustentável, com foco em resultados. Essas Marcas reforçam o compromisso da instituição com a formação integral do ser humano, considerando aspectos relacionados ao mundo do trabalho e ao exercício da cidadania. Tal perspectiva propicia o comprometimento do aluno com a qualidade do trabalho, com o desenvolvimento de uma visão ampla e consciente sobre sua atuação profissional e sobre sua capacidade de transformação da sociedade. A ocupação está situada no eixo tecnológico Ambiente e Saúde, cuja natureza é “cuidar”, e pertence ao segmento de Saúde. No Brasil, o exercício profissional é regulamentado pela Lei do Exercício Profissional na Enfermagem – Lei nº 7.498, de 25 de junho de 1986, e atende às resoluções pertinentes em vigor. A seguir, estão as competências que compõem o perfil do Especialista Técnico em Unidade de Terapia Intensiva: Executar assistência de enfermagem sistematizada ao cliente em estado crítico. Prestar assistência de enfermagem a clientes críticos em situações de urgência e emergência. Participar de programas de qualidade da assistência nas Unidades de Terapia Intensiva.
Objetivo geral Formar profissionais com competência para atuar e intervir em seu campo de trabalho, com foco em resultados. Objetivos específicos
Pré-requisitos
Comprovante de residência.
RG.
Comprovante de escolaridade
Habilitação profissional técnica de nível médio em enfermagem concluída.
Idade mínima: 18 anos
Comprovante de residência.
CPF
As orientações metodológicas deste curso, em consonância com a Proposta Pedagógica do Senac, pautam-se pelo princípio da aprendizagem com autonomia e pela metodologia de desenvolvimento de competências, entendidas como ação/fazer profissional observável, potencialmente criativo(a), que articula conhecimentos, habilidades e atitudes/valores e permite desenvolvimento contínuo. As competências que compõem a organização curricular do curso foram definidas com base no perfil profissional de conclusão, considerando a área de atuação e os processos de trabalho deste profissional. Para o desenvolvimento das competências, foi configurado um percurso metodológico que privilegia a prática pedagógica contextualizada, colocando o aluno diante de situações de aprendizagem que possibilitem o exercício contínuo da mobilização e articulação dos saberes necessários para a ação e a solução de questões inerentes à natureza da ocupação. A mobilização e a articulação dos elementos da competência requerem a proposição de situações desafiadoras de aprendizagem que apresentem níveis crescentes de complexidade e se relacionem com a realidade do aluno e o contexto da ocupação. As atividades relacionadas ao planejamento de carreira dos alunos devem ocorrer de forma concomitante ao desenvolvimento das Marcas Formativas Colaboração e Comunicação, Visão Crítica, Criatividade e Atitude Empreendedora. Recomenda-se que o tema seja abordado no início das primeiras Unidades Curriculares do curso e revisitado no decorrer de toda a formação. A partir da reflexão sobre si mesmos e sobre a própria trajetória profissional, os alunos podem reconhecer possibilidades de atuação na perspectiva empreendedora e elaborar estratégias para identificar oportunidades e aprimorar cada vez mais suas competências. O docente pode abordar com os alunos o planejamento de carreira a partir dos seguintes tópicos: i) ponto de partida: momento de vida do aluno, suas possibilidades de inserção no mercado, fontes de recrutamento e seleção, elaboração de currículo, remuneração oferecida pelo mercado, competências que apresenta e histórico profissional; ii) objetivos: o que o aluno pretende em relação à sua carreira a curto, médio e longo prazo; e iii) estratégias: o que o aluno deve fazer para alcançar seus objetivos. Esse plano de ação tem como foco a iniciativa, a criatividade, a inovação, a autonomia e o dinamismo, na perspectiva de que os alunos possam criar soluções e buscar formas diferentes de atuar em seu segmento. No que concerne às orientações metodológicas para a Unidade Curricular Projeto Integrador (UCPI), recomenda-se que o docente apresente aos alunos o tema gerador da UCPI na primeira semana do curso, possibilitando aos mesmos modificar e/ou substituir a proposta inicial. Para a execução da UCPI, o docente deve atentar para as fases que a compõem: a) problematização (detalhamento do tema gerador); b) desenvolvimento (elaboração das estratégias para atingir os objetivos e dar respostas às questões formuladas na etapa de problematização); e c) síntese (organização e avaliação das atividades desenvolvidas e dos resultados obtidos). Ressalta-se que o tema gerador deve basear-se em problemas da realidade da ocupação, propiciando desafios significativos que estimulem a pesquisa a partir de diferentes temas e ações relacionadas ao setor produtivo ao qual o curso está vinculado. Nesse sentido, a proposta deve contribuir para o desenvolvimento de projetos consistentes, que ultrapassem a mera sistematização das informações trabalhadas durante as demais unidades curriculares. No tocante à apresentação dos resultados, o docente deve retomar a reflexão sobre a articulação das competências do perfil profissional e o desenvolvimento das Marcas Formativas, correlacionando-os ao fazer profissional. Deve ainda, incitar o compartilhamento dos resultados do Projeto Integrador com todos os alunos e a equipe pedagógica, zelando para que a apresentação estabeleça uma aproximação ao contexto profissional. Caso o resultado não atenda aos objetivos iniciais do planejamento, não há necessidade de novas entregas, mas o docente deve propor que os alunos reflitam sobre todo o processo de aprendizagem com o intuito de verificar o que acarretou o resultado obtido. O domínio técnico-científico, a visão crítica, a colaboração e comunicação, a criatividade e atitude empreendedora, a autonomia digital e a atitude sustentável são Marcas Formativas a serem evidenciadas ao longo de todo o curso. Elas reúnem uma série de atributos que são desenvolvidos e/ou aprimorados por meio das experiências de aprendizagem vivenciadas pelos alunos, e têm como função qualificar e diferenciar o perfil profissional do egresso no mercado de trabalho. Nessa perspectiva, compete à equipe pedagógica identificar os elementos de cada UC que contribuem para o trabalho com as marcas. Dessa forma, elas podem ser abordadas com a devida ênfase nas unidades curriculares, a depender da proposta e do escopo das competências. Portanto, trata-se de um compromisso educacional promover, de forma combinada, tanto o desenvolvimento das competências como das Marcas Formativas, com atenção especial às possibilidades que o Projeto Integrador pode oferecer. Orientações metodológicas específicas por Unidade Curricular UC1: Executar assistência de enfermagem sistematizada ao cliente em estado crítico Os indicadores desta Unidade Curricular têm como objetivo desenvolver o profissional para o entendimento dos processos de assistência de enfermagem ao cliente adolescente e/ou adulto no ambiente de terapia intensiva. Com base nos elementos da competência, sugere-se que o docente utilize estratégias de aprendizagem que desenvolvam o olhar crítico, proativo e autônomo dos alunos. As discussões por meio de estudos de caso são indicadas para o entendimento e o desenvolvimento da competência. Indica-se também que sejam trabalhadas práticas em laboratório, simulando atividades que visem a aproximar o aluno do cliente crítico, recomendando-se o uso de vídeos e/ou imagens, como dados de monitorização hemodinâmica instável e estável, avaliando-se, assim, a percepção do aluno. Sugere-se também a realização de visitas técnicas a diferentes instituições com a finalidade de ambientação dos estudantes e de observação do ritmo e método de trabalho do profissional técnico em enfermagem. Assim, os alunos podem observar as diversas formas de prestar serviços de enfermagem especializada em cliente crítico. UC2: Prestar assistência de enfermagem a clientes críticos em situações de urgência e emergência Esta Unidade Curricular vai trabalhar a assistência de enfermagem ao cliente adolescente e/ou adulto em situações de urgência e emergência nas UTIs. Dessa forma, para apropriar os indicadores da competência, sugere-se que o docente realize atividades práticas em ambiente de laboratório, visando aproximar o estudante das situações de urgência e emergência que podem ocorrer com esses clientes. Sugere-se a simulação de atendimento em casos de PCR (massagem, manipulação e diluição de fármacos, auxílio na ventilação) e desfibrilação (auxílio com cardioversor). O docente também poderá utilizar problematizações fictícias, proporcionando a discussão das diferentes maneiras de realizar a assistência de enfermagem. UC3: Participar de programas de qualidade da assistência nas UTIs Os elementos da competência desta Unidade Curricular têm como principal finalidade levar o aluno a conhecer os padrões de segurança e qualidade na assistência de enfermagem ao cliente adolescente e/ou adulto em estado crítico, bem como os padrões de segurança do cliente. Para que os indicadores dessa competência sejam apropriados, sugere-se que o docente apresente documentos técnicos das ferramentas de segurança do cliente e protocolos de certificação da qualidade utilizados nesses serviços. Também é sugerido que apresente atividades descritivas que contribuam para a melhora da percepção do aluno, por meio de pesquisas, debates e seminários que proponham a melhoria dos serviços de saúde com base nos protocolos apresentados. O docente pode simular atividades que visem a aproximar o aluno do cliente em situação de agravo, com a necessidade de aplicar as diversas escalas usadas na UTI, bem como de reconhecer situações de eventos adversos. UC4: Projeto Integrador especialização técnica de Enfermagem em unidade de terapia intensiva Recomenda-se que os temas geradores sejam apresentados no início do curso. Os alunos devem selecionar o tema, podendo sugerir modificações ou acréscimos na proposta, cabendo aos docentes avaliar, juntamente com eles, a pertinência e a viabilidade das adequações. É essencial estabelecer o cronograma de trabalho, com etapas e prazos para as entregas. Portanto, o Projeto Integrador é constituído pela produção dos alunos sistematizada ao longo do curso, em que são apresentados resultados consistentes e coerentes com o Perfil Profissional de Conclusão. Com base nos temas geradores, é possível desenvolver Projetos estruturados em patamares de complexidade distintos, envolvendo variadas abordagens e atividades inerentes à atuação profissional do técnico de enfermagem especialista em UTI, considerando os limites de atuação profissional. De forma geral, é importante que as estratégias de ensino-aprendizagem abordem exemplos reais ou fictícios, próximos a situações de trabalho, como pesquisas em diferentes fontes, contato com especialistas da área, visitas técnicas e simulações. Cabe ressaltar que, na mediação dessas atividades, o docente deve possibilitar a identificação de problemas diversificados e desafiadores, orientar a busca de informações, estimular respostas inovadoras e criar estratégias que propiciem avanços, tendo em vista que a competência é desenvolvida pela prática em situações concretas.
De forma coerente com os princípios pedagógicos da Instituição, a avaliação tem como objetivos: Ser diagnóstica: Averiguar o conhecimento prévio de cada aluno e seu nível de domínio das competências, indicadores e elementos, elencar as reais necessidades de aprendizado e orientar a abordagem docente. Ser formativa: Acompanhar todo o processo de aprendizado das competências propostas neste plano, constatando se o aluno as desenvolveu de forma suficiente para avançar a outra etapa de conhecimentos e realizando adequações, se necessário. Ser somativa: Atestar o nível de rendimento de cada aluno, se os objetivos de aprendizagem e competências foram desenvolvidos com êxito e verificar se o mesmo está apto a receber seu certificado ou diploma. 8.1. Forma de expressão dos resultados da avaliação Toda avaliação deve ser acompanhada e registrada ao longo do processo de ensino e aprendizagem. Para tanto, definiu-se o tipo de menção que será utilizada para realizar os registros parciais (ao longo do processo) e finais (ao término da Unidade Curricular/curso). As menções adotadas no modelo pedagógico reforçam o comprometimento com o desenvolvimento da competência e buscam minimizar o grau de subjetividade do processo avaliativo. De acordo com a etapa de avaliação, foram estabelecidas menções específicas a serem adotadas no decorrer do processo de aprendizagem. 8.1.1. Menção por indicador de competência A partir dos indicadores que evidenciam o desenvolvimento da competência, foram estabelecidas menções para expressar os resultados de uma avaliação. As menções que serão atribuídas para cada indicador são: Durante o processo Atendido – A Parcialmente atendido – PA Não atendido – NA Ao final da Unidade Curricular Atendido – A Não atendido – NA 8.1.2. Menção por Unidade Curricular Ao término de cada Unidade Curricular (Competência, Estágio, Prática Profissional, Prática Integrada ou Projeto Integrador), estão as menções relativas a cada indicador. Se os indicadores não forem atingidos, o desenvolvimento da competência estará comprometido. Ao término da Unidade Curricular, caso algum dos indicadores não seja atingido, o aluno será considerado reprovado na Unidade. É com base nessas menções que se estabelece o resultado da Unidade Curricular. As menções possíveis para cada Unidade Curricular são: Desenvolvida – D Não desenvolvida – ND 8.1.3. Menção para aprovação no curso Aprovado – AP Reprovado – RP 8.2. Recuperação A recuperação será imediata à constatação das dificuldades do aluno, por meio de solução de situações-problema, realização de estudos dirigidos e outras estratégias de aprendizagem que contribuam para o desenvolvimento da competência. Na modalidade de oferta presencial, é possível a adoção de recursos de educação a distância.