Especialização Técnica de Enfermagem em Urgência e Emergência

O profissional técnico de enfermagem especialista em urgência e emergência presta assistência de enfermagem para indivíduos que apresentem situação de urgência e emergência, atuando desde a classificação do risco para encaminhamento do paciente até a assistência aos pacientes estabilizados, junto à equipe multiprofissional, sob a supervisão do enfermeiro. Esse especialista exerce suas atividades em prontos-atendimentos ou prontos-socorros, em hospitais gerais públicos, filantrópicos, privados e em serviços especializados, como Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e prontos-atendimentos privados. O profissional especializado pelo Senac tem como Marcas Formativas: domínio técnico-científico, visão crítica, colaboração e comunicação, criatividade e atitude empreendedora, autonomia digital e atitude sustentável, com foco em resultados. Essas Marcas reforçam o compromisso da instituição com a formação integral do ser humano, considerando aspectos relacionados com o mundo do trabalho e o exercício da cidadania. Tal perspectiva propicia o comprometimento do aluno com a qualidade do trabalho, o desenvolvimento de uma visão ampla e consciente sobre sua atuação profissional e sobre sua capacidade de transformação da sociedade. A ocupação está situada no eixo tecnológico Ambiente e Saúde, cuja natureza é “cuidar”, e pertence ao segmento de Saúde. No Brasil, o exercício profissional é regulamentado pela Lei do Exercício Profissional da Enfermagem – Lei nº 7.498, de 25 de junho de 1986. A Especialização técnica de enfermagem em urgência e emergência leva em consideração, inclusive, a Portaria nº 1.863, de 29 de setembro de 2003, do Ministério da Saúde, que institui a Política Nacional de Atenção às Urgências. A seguir estão as competências que compõem o perfil do profissional técnico de enfermagem especialista em urgência e emergência: Participar da organização das unidades de urgência e emergência. Realizar atendimentos de enfermagem nos casos clínicos de urgência e emergência. Prestar assistência de enfermagem aos pacientes estabilizados nas unidades de pronto-atendimento e pronto-socorro.
Objetivo geral Formar profissionais com competência para atuar e intervir em seu campo de trabalho, com foco em resultados. Objetivos específicos · Promover o desenvolvimento do aluno por meio de ações que articulem e mobilizem conhecimentos, habilidades, valores e atitudes de forma potencialmente criativa, estimulando o aprimoramento contínuo. · Estimular nos alunos, por meio de situações de aprendizagem, atitudes empreendedoras, sustentáveis e colaborativas. · Articular as competências do perfil profissional com projetos integradores e outras atividades laborais que estimulem a visão crítica e a tomada de decisão para resolução de problemas. · Promover uma avaliação processual e formativa com base em indicadores das competências que possibilitem a todos os envolvidos no processo educativo a verificação da aprendizagem. · Incentivar a pesquisa como princípio pedagógico e para a consolidação do domínio técnico-científico, utilizando recursos didáticos e bibliográficos.
Pré-requisitos
Comprovante de residência.
CPF
RG.
Habilitação profissional técnica de nível médio em enfermagem concluída.
Idade mínima: 18 anos
As orientações metodológicas deste curso, em consonância com a Proposta Pedagógica do Senac, pautam-se pelo princípio da aprendizagem com autonomia e pela metodologia de desenvolvimento de competências, entendidas como ação/fazer profissional observável, potencialmente criativo, que articula conhecimentos, habilidades e atitudes/valores e permite desenvolvimento contínuo. As competências que compõem a organização curricular do curso foram definidas com base no perfil profissional de conclusão, considerando a área de atuação e os processos de trabalho deste profissional. Para o desenvolvimento das competências, foi configurado um percurso metodológico que privilegia a prática pedagógica contextualizada, colocando o aluno diante de situações de aprendizagem que possibilitam o exercício contínuo da mobilização e a articulação dos saberes necessários para a ação e a solução de questões inerentes à natureza da ocupação. A mobilização e a articulação dos elementos da competência requerem a proposição de situações desafiadoras de aprendizagem que apresentem níveis crescentes de complexidade e relacionem-se com a realidade do aluno e o contexto da ocupação. As atividades relacionadas com o planejamento de carreira dos alunos devem ocorrer de forma concomitante ao desenvolvimento das Marcas Formativas Colaboração e Comunicação, Visão Crítica, Criatividade e Atitude Empreendedora. Recomenda-se que o tema seja abordado no início das primeiras Unidades Curriculares do curso e revisitado no decorrer de toda a formação. A partir da reflexão sobre si mesmos e sobre a própria trajetória profissional, os alunos poderão reconhecer possibilidades de atuação na perspectiva empreendedora e elaborar estratégias para identificar oportunidades, aprimorando cada vez mais suas competências. O docente pode abordar com os alunos o planejamento de carreira a partir dos seguintes tópicos: i) ponto de partida: momento de vida do aluno, suas possibilidades de inserção no mercado, fontes de recrutamento e seleção, elaboração de currículo, remuneração oferecida pelo mercado, competências que apresenta e histórico profissional; ii) objetivos: o que o aluno pretende em relação à sua carreira a curto, médio e longo prazos; e iii) estratégias: o que o aluno deve fazer para alcançar seus objetivos. Esse plano de ação tem como foco a iniciativa, a criatividade, a inovação, a autonomia e o dinamismo, na perspectiva de que os alunos possam criar soluções e buscar formas diferentes de atuar em seu segmento. No que concerne às orientações metodológicas para a Unidade Curricular Projeto Integrador (UCPI), recomenda-se que o docente apresente aos alunos o tema gerador da UCPI na primeira semana do curso, possibilitando-lhes modificar e/ou substituir a proposta inicial. Para a execução da UCPI, o docente deve atentar para as fases que a compõem: a) problematização (detalhamento do tema gerador); b) desenvolvimento (elaboração das estratégias para atingir os objetivos e dar respostas às questões formuladas na etapa de problematização); e c) síntese (organização e avaliação das atividades desenvolvidas e dos resultados obtidos). Ressalta-se que o tema gerador deve basear-se em problemas da realidade da ocupação, propiciando desafios significativos, que estimulem a pesquisa a partir de diferentes temas e ações relacionadas com o setor produtivo ao qual o curso está vinculado. Nesse sentido, a proposta deve contribuir para o desenvolvimento de projetos consistentes, que ultrapassem a mera sistematização das informações trabalhadas durante as demais Unidades Curriculares. No tocante à apresentação dos resultados, o docente deve retomar a reflexão sobre a articulação das competências do perfil profissional e o desenvolvimento das Marcas Formativas, correlacionando-os com o fazer profissional. Deve ainda incitar o compartilhamento dos resultados do Projeto Integrador com todos os alunos e a equipe pedagógica, zelando para que a apresentação estabeleça uma aproximação do contexto profissional. Caso o resultado não atenda aos objetivos iniciais do planejamento, não há necessidade de novas entregas, mas o docente deve propor que os alunos reflitam sobre todo o processo de aprendizagem, com o intuito de verificar o que acarretou o resultado obtido. O domínio técnico-científico, a visão crítica, a colaboração e comunicação, a criatividade e atitude empreendedora, a autonomia digital e a atitude sustentável são Marcas Formativas a serem evidenciadas ao longo de todo o curso. Elas reúnem uma série de atributos que são desenvolvidos e/ou aprimorados por meio das experiências de aprendizagem vivenciadas pelos alunos, e têm como função qualificar e diferenciar o perfil profissional do egresso no mercado de trabalho. Nessa perspectiva, compete à equipe pedagógica identificar os elementos de cada UC que contribuem para o trabalho com as marcas. Dessa forma, elas podem ser abordadas com a devida ênfase nas unidades curriculares, a depender da proposta e do escopo das competências. Portanto, trata-se de um compromisso educacional promover, de forma combinada, tanto o desenvolvimento das competências como das Marcas Formativas, com atenção especial às possibilidades que o Projeto Integrador pode oferecer. Orientações metodológicas específicas para a Unidade Curricular 1: Participar da organização das unidades de urgência e emergência Com foco nas questões relacionadas com a organização do processo de trabalho no ambiente de urgência e emergência, recomenda-se que sejam planejadas situações de aprendizagem que promovam a vivência dos fazeres profissionais do profissional técnico em enfermagem nessas unidades de atendimento. A partir dos indicadores e elementos a serem mobilizados, recomenda-se o planejamento de situações de aprendizagem que promovam o entendimento da classificação de risco nas situações de urgência e emergência. Sugere-se a realização de visitas técnicas a unidades de pronto-socorro e pronto-atendimento, atividades com estudos de situações-problema, entrega de formulários e documentos que apresentem o modelo de trabalho que um profissional que realiza classificação de risco utiliza, cartilhas e manuais de orientação, procedimentos operacionais padrão, protocolos assistenciais e de segurança do paciente. Orientações metodológicas específicas para a Unidade Curricular 2: Realizar atendimentos de enfermagem nos casos clínicos de urgência e emergência Tendo em vista os indicadores da competência desta Unidade Curricular estarem relacionados com a assistência de enfermagem nas situações de urgência e emergência, orienta-se que sejam elaboradas situações de aprendizagem que envolvam práticas de monitoramento de sinais vitais, escala de Glasgow, escala CAM, suporte básico e avançado de vida, tecnologias e equipamentos em urgências e emergências, situações de urgência e emergências das diversas categorias presentes nessa competência, modalidades de urgência, parada cardiorrespiratória, choques e politraumatismo. Para a apropriação das práticas profissionais supracitadas, podem ser realizadas visitas técnicas a unidades de pronto-atendimento e pronto-socorro e suas modalidades de urgência e emergência, além de aos setores de exames diagnóstico. A capacidade emocional para lidar com urgências e emergências deve ser amplamente valorizada, e a rápida tomada de decisões e o manuseio e a operação de tecnologias devem ser a referência na ação-reflexão-ação nesse momento de formação do discente. Orientações metodológicas específicas para a Unidade Curricular 3: Prestar assistência de enfermagem aos pacientes estabilizados nas unidades de pronto-atendimento e pronto-socorro O foco desta Unidade Curricular está voltado para situações de clientes estabilizados, após serem realizados os procedimentos de classificação de riscos, bem como de assistência ao paciente em situação de emergência e urgência. De acordo com os indicadores de aprendizagem, em suma, as práticas profissionais apropriadas adotam as seguintes etapas voltadas para o paciente: monitoramento do estado clínico, encaminhamentos para internação ou alta e registro de atividades realizadas. Assim, para as situações de aprendizagem, recomendam-se atividades de simulação em laboratório de enfermagem para o monitoramento de clientes já estabilizados nas unidades de urgência e emergência. Durante o desenvolvimento da competência, os alunos devem identificar os equipamentos necessários a uma adequada atuação, bem como as alterações hemodinâmicas capazes de agravar o estado de saúde do cliente. Sugerem-se também visitas técnicas a diversos ambientes, fundamentais para uma imersão nos contextos específicos desta Unidade Curricular, promovendo a proximidade da realidade de trabalho durante as aulas desenvolvidas. Orientações metodológicas específicas para a Unidade Curricular 4: Projeto Integrador Especialização Técnica de Enfermagem em Urgência e Emergência Recomenda-se que os temas geradores sejam apresentados no início do curso. Os alunos devem selecionar o tema, podendo sugerir modificações ou acréscimos na proposta, cabendo aos docentes avaliar, juntamente com eles, a pertinência e a viabilidade das adequações. É essencial estabelecer o cronograma de trabalho, com etapas e prazos para as entregas. Portanto, o Projeto Integrador é constituído pela produção dos alunos sistematizadas ao longo do curso, no qual são apresentados resultados consistentes e coerentes, de acordo com o perfil profissional de conclusão. Com base nos temas geradores, é possível desenvolver projetos estruturados em patamares de complexidade distintos, envolvendo variadas abordagens e atividades inerentes à atuação profissional do especialista técnico de enfermagem em urgência e emergência, considerando os limites de atuação profissional. De forma geral, é importante que as estratégias de ensino-aprendizagem abordem exemplos reais ou fictícios, próximos a situações de trabalho, como pesquisas em diferentes fontes, contato com especialistas da área, visitas técnicas e simulações. Cabe ressaltar que, na mediação dessas atividades, o docente deve possibilitar a identificação de problemas diversificados e desafiadores, orientar a busca de informações, estimular respostas inovadoras e criar estratégias que propiciem avanços, tendo em vista que a competência é desenvolvida pela prática em situações concretas.
De forma coerente com os princípios pedagógicos da Instituição, a avaliação tem como objetivos: • Ser diagnóstica: averiguar o conhecimento prévio de cada aluno e seu nível de domínio das competências, indicadores e elementos, elencar as reais necessidades de aprendizado e orientar a abordagem docente. • Ser formativa: acompanhar todo o processo de aprendizado das competências propostas neste plano, constatando-se se o aluno desenvolveu-as de forma suficiente para avançar à outra etapa de conhecimentos e realizando adequações, se necessário. • Ser somativa: atestar o nível de rendimento de cada aluno, se os objetivos de aprendizagem e competências foram desenvolvidos com êxito, e verificar se ele está apto a receber seu certificado ou diploma. 8.1. Forma de expressão dos resultados da avaliação: · Toda avaliação deve ser acompanhada e registrada ao longo do processo de ensino e aprendizagem. Para tanto, definiu-se o tipo de menção que será utilizado para realizar os registros parciais (ao longo do processo) e finais (ao término da Unidade Curricular/curso). · As menções adotadas no Modelo Pedagógico Senac reforçam o comprometimento com o desenvolvimento da competência e buscam minimizar o grau de subjetividade do processo avaliativo. · De acordo com a etapa de avaliação, foram estabelecidas menções específicas a serem adotadas no decorrer do processo de aprendizagem. 8.1.1. Menção por indicador de competência: A partir dos indicadores que evidenciam o desenvolvimento da competência, foram estabelecidas menções para expressar os resultados de uma avaliação. As menções que serão atribuídas para cada indicador são: Durante o processo • Atendido – A • Parcialmente atendido – PA • Não atendido – NA Ao final da Unidade Curricular • Atendido – A • Não atendido – NA 8.1.2. Menção por Unidade Curricular: Ao término de cada Unidade Curricular (Competência, Estágio, Prática Profissional ou Projeto Integrador) estão as menções relativas a cada indicador. Se os indicadores não forem atingidos, o desenvolvimento da competência estará comprometido. Ao término da Unidade Curricular, caso algum dos indicadores não seja atingido, o aluno será considerado reprovado na Unidade. É com base nessas menções que se estabelece o resultado da Unidade Curricular. As menções possíveis para cada Unidade Curricular são: • Desenvolvida – D • Não desenvolvida – ND 8.1.3. Menção para aprovação no curso: Para aprovação no curso, o aluno precisa atingir D (desenvolvida) em todas as unidades curriculares (competências e Unidades Curriculares de Natureza Diferenciada). Além da menção D (desenvolvida), o aluno deve ter frequência mínima de 75%, conforme a legislação vigente. Na modalidade a distância, o controle da frequência é baseado na realização das atividades previstas. • Aprovado – AP • Reprovado – RP 8.2. Recuperação: A recuperação será imediata à constatação das dificuldades do aluno, por meio de solução de situações-problema, realização de estudos dirigidos e outras estratégias de aprendizagem que contribuam para o desenvolvimento da competência. Na modalidade de oferta presencial, é possível a adoção de recursos de educação a distância.